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O átrio espraia o olhar,

a sala reconforta os sentidos.

Conversa de luz e de sereno,

penumbra abrindo-se à natureza.
Ouro e laca anunciam,
na vigília do guerreiro,
o esplendor que a noite promete.
Por entre alvas presenças,
iluminado se abre o espaço da partilha.
Buda sorri na penumbra,
adivinhando a harmonia dos opostos,
e o detalhe íntimo deste olhar.
Alvo o espaço e, de permeio,
 
o olhar percorre-o duplamente.
Avalokiteshvara sobre um lótus testemunha,
tempos diferentes coabitando.
Um sentido de côr que a luz atravessa
e se transmuta em tons outros,
no calor de um Eden perdido.
Oferece-se o repouso em tons de neve,
azul, branco e, no centro, a deusa...