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1934 - Nasce em Lisboa, na
freguesia de S. Sebastião da Pedreira.
1944 - Começa o curso dos liceus
no Liceu Camões em Lisboa, cuja frequência é obrigado a interromper,
por doença, em Dezembro de 1946.
A partir daí, estuda em casa até completar o então 5º ano.
1949 - Volta a frequentar o
liceu, desta vez o D. João de Castro, onde completa o 6º e o 7º anos
da alínea e) (Direito) em 1950. Da sua turma fazem parte, para citar
apenas nomes que depois se revelaram nas Letras, Cristóvam Pavia,
António Osório, Rogério Fernandes, Luís de Sousa Costa, Fausto
Denis, Gabriel Mariano e José André Leitão da Graça (os dois últimos
cabo-verdianos)..
1951 - Começa a frequentar a
Faculdade de Direito, cujo curso completará em Julho de 1957. Aí
conhece e se torna amigo de, entre outros, Nuno Bragança.
1953 - Crise religiosa que
redunda numa conversão ao catolicismo. Trabalha na Juventude
Universitária Católica, onde se vai formando uma primeira geração do
que se convencionou chamar-se "católicos progressistas".
1954 - Saem os dois números
publicados de «Anteu», "cadernos de cultura" dirigidos por uma
equipa de que fazia parte com António Osório, Fausto Denis, Rogério
Fernandes e José André Leitão da Graça. Estreia-se no 1º número com
um conto (o único que publicou) e, no 2º, publica os primeiros
poemas.
1955 - Começa a dirigir o jornal
"Encontro", orgão da JUC, que exerceu um considerável papel na
revelação de uma nova mentalidade no catolicismo em Portugal. Será
seu chefe de redacção até 1957.
1956 - Ajuda a fundar e dirige
durante três anos o cine-clube "Centro Cultural de Cinema" (C.C.C.).
Publicação do primeiro livro, Poema para Todos os Dias, em edição de
autor.
1957 - Terminado o curso, faz o
serviço militar na Escola Prática de Administração Militar e depois
na Repartição de Justiça do Ministério do Exército.
1958 -Ainda na tropa, e fazendo
o estágio de advocacia, começa a trabalhar para a Livraria Morais,
pouco antes adquirida por António Alçada Baptista e mais alguns
sócios.
Publicação na jovem colecção "Círculo de Poesia" da Morais de
O Sangue, a Água e o Vinho.
1959 - Continuando a trabalhar para a
Morais em tempo parcial, emprega-se no então Grémio (hoje
Associação) dos Editores e Livreiros, como adjunto da Direcção, com
o encargo, entre outros, de coordenar o boletim "Livros de
Portugal".
Inicia uma actividade de tradutor, que não mais abandonará.
Casa pela primeira vez. Do casamento nascerão quatro filhos.
1960 - Abandona o seu emprego no Grémio dos Editores e
Livreiros para se dedicar exclusivamente à Morais, da qual passa a
ser sócio com António Alçada Baptista.
Publicação de Primeiro Livro de Lapinova.
1961 - Aceita ser
director-adjunto da revista "Flama",
funções que acumulará com as da Morais durante dois anos.
Em Outubro é de novo chamado pelo exército e colocado no Porto e
depois em Pedrouços. Passará outra vez à disponibilidade em
Fevereiro seguinte.
1962 - Publicação de
Poemas a Isto.
1963 - Início da publicação,
pela Morais, da revista "O Tempo e o Modo",
de que é editor.
Sempre mantendo as suas responsabilidades na Morais, inicia uma
experiência de professor do ensino secundário particular, que durará
dois anos lectivos.
1967 - Em Janeiro, já com três
filhos nascidos, volta a ser chamado para a tropa. Faz o curso de
capitão e é mobilizado para Moçambique, para onde embarca no início
de Agosto.
1969 - Em Setembro, regressa a
Lisboa e é desmobilizado.
Progressivo afastamento do catolicismo.
1970 – Publicação de Daniel na Cova
dos Leões.
1971 - A Morais é vendida à
Sociedade Financeira Portuguesa e transformada em sociedade anónima.
Mantém-se na nova empresa como director literário.
1973 – Separação seguida de
divórcio..
Publicação de Escrito de Memória
(Janeiro).
Inicia uma colaboração no semanário "Expresso"
que dura alguns meses.
A Morais é vendida pela Sociedade Financeira Portuguesa ao jornal "O
Século", então pertencente ao banqueiro Jorge de Brito. É mantido
nas suas funções.
Publicação de Os Quarenta e Dois Sonetos
(Outubro).
Pertence à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores.
1975 – Publicação de Agora,
Estar.
Segundo casamento.
Abandona a Morais e assume as funções de administrador da
Fundação Gulbenkian.
1977 - A convite de Nelson de
Matos (então na Morais) prepara a antologia
20 Anos da Colecção Círculo de Poesia. 20 Anos de Poesia
Portuguesa .
1978 - Reúne os livros
anteriormente publicados em Poesia 1956-1978, juntando-lhes o
livro inédito O Aparelho Circulatório
e com um prefácio de Fernando Guimarães.
1981 – Publicação de Horácio
e Coriáceo.
1982 – Publicação no Círculo de
Leitores de Princípio de Sol
(antologia com alguns esparsos, inéditos e traduções)
Recebe o prémio D. Diniz por
Horácio e Coriáceo.
1983 – Publicação de
Antologia Provisória.
1985 - Publicação em Itália da
antologia Allegria del Silenzio
(traduções de Giulia Lanciani e Ettore Finazzi Agrò).
1987 – Publicação de
Delfos, opus 12.
1988 - É eleito presidente do
PEN Clube Português, cargo que
ocupa até o início de 1991.
1990 - Publicação em França de
Delphes, opus 12 et Autres poèmes
(tradução colectiva revista e prefaciada por Patrick
Quillier).
É finalista do Prémio Europeu de Tradução
(A Vida Modo de Usar, de Georges Perec). Essa mesma
tradução obtivera em Portugal o Grande
Prémio de Tradução.
1991 - Publicação de toda a
poesia reunida, incluindo inéditos e esparsos, no volume
Tábua das Matérias.
É de novo finalista do Prémio Europeu de
Tradução (Bouvard e Pécuchet, de G. Flaubert).
1992 -
Tábua das Matérias é galardoado com o
Prémio da Crítica.
É seleccionado por Portugal para o Prémio
Literário Europeu (Tábua das
Matérias), mas recusa após a polémica exclusão de José
Saramago.
1993 -
Tábua das Matérias é galardoado com o
Grande Prémio Inapa de Poesia.
É seleccionado por Portugal para o Prémio Europeu de Tradução
(Todas as Manhãs do Mundo, de Pascal Quignard).
1994 - Publicação de
Caracóis, em colaboração com
Júlio Pomar (mais tarde incluído em Depois
de Ver).
1995 -
Tábua das Matérias é reeditado no Círculo de Leitores.
Publicação de Depois de Ver (com
colagens de Fernando Azevedo)..
1997 – Publicação de
Guião de Caronte.
Publicação em Budapeste (ed. Ibisz) da antologia Vér víz bor
organizada por Pál Ferenc.
1998 - Publicação pelas edições
Le Taillis Pré de Châtelineau (Bélgica) da antologia
Maître ès-sanglots, com tradução e
prefácio de Patrick Quillier.
Guião de Caronte é galardoado
com o Prémio Nicola de Poesia.
1999 – Publicação pela Editorial
Presença (em colaboração com a Casa Fernando Pessoa) do
disco-antologia Escrita Redita,
com poemas ditos por Luís Lucas.
Publicação em búlgaro da antologia Lírica, com traduções de Geori
Mitchov e Evelina Malinova.
2000 - Em Setembro abandona as
funções de administrador da Fundação Gulbenkian, passando à reforma.
Passa a residir habitualmente no campo, na
Casa da Pedreira (Palmela).
Publicação de Memória Indescritível
pela nova editora Gótica, com duas edições no espaço de mês e
meio.
2001 –
Memória Indescritível obtém o
Prémio Bordalo da Imprensa e, depois, o do
PEN Clube.
Inicia a tradução integral de Em Busca do
Tempo Perdido, de Marcel Proust.
Sai em Inglaterra Honey and Poison:
Selected Poems (Carcanet Press; tradução de Richard
Zenith).
Publicação de Retábulo das Matérias
(Poesia 1956-2001) (Gótica,
Lisboa), ficando assim reunida toda a sua obra poética.
2002 – Publicação em Espanha
(Huerga y Fierro, Madrid, colecção «La Rama Dorada») de
Caronte y Memoria, que reúne os
seus dois últimos livros publicados em Portugal. Tradução de Miguel
Viqueira.
2003 – A editora Relógio d'Água
e o Círculo de Leitores iniciam a publicação da sua tradução de
Em Busca do Tempo Perdido, de
Marcel Proust
2004 – Publicação no Brasil de
Caronte e Memória, que reúne os
seus dois últimos livros de poesia. Prefácio de Carlos Nejar.
2005 – Termina a publicação da
sua tradução de Em Busca do Tempo Perdido.
Publicação em búlgaro de Caronte e Memória
com tradução de Sidonia Pojarlieva e Vera Kirkova.
2006 – Visita Macau pela quarta
vez, participando no «1º Encontro de Poetas
Lusófonos e Chineses» (5-12 Out).
18 Outubro: Lançamento de Analogia e
Dedos, simultaneamente com a comemoração dos 50 anos de
vida literária. O livro virá a ser galardoado com os
prémios Luís Miguel Nava e
Inês de Castro.
2009 – Recomeça a escrever e
completa um novo livro (O Livro do
Sapateiro - no prelo)
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