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A escolha deliberada
do termo Macrocosmos associa este projecto ao Universo
e ao holos com que as realidade podem ser olhadas, ponte entre o
Micro e o Macro, um e outro tão iguais, tão
distantemente próximos, tocando-se nas suas infinitas diferenças de
escala.
Este projecto não nasceu de uma observação Darwiniana do muito que
nos rodeia, humilde e imperceptível.
Nasceu antes de uma leitura que
se doutrinou na própria reflexão existencial proposta pelas paisagens,
em que homem e tempo se conjugaram na sua feitura.
Daí, é a infinita humildade destas paisagens que se constitui
numa iconografia cuja plasticidade é o complemento da sua
intrínseca natureza e dos testemunhos em que se constituem.
Serão paisagens? Para mim são. Se mais não significassem, teriam pelo menos a legitimidade plástica que,
acessoriamente, nelas descortinei.
O que se patenteia é
uma selecção retirada do muito que optei por não mostrar, porquanto acredito
que à abundância se deve contrapôr o frugral, naquilo que tem de
austero. Porque essa é, para mim, a essência da existência, naquilo que de mais profundo esta tem.
É também o tempo já aludido, ilusório porque terreno, que me atrai
nestas paisagens. Porque se lê em vez de se medir.
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