A EXPOSIÇÃO EM IMAGENS

 
  PREPARAÇÃO  

A montagem da exposição foi precedida pelo plano de  preparação que permitiu que a montagem da mesmo fosse fortemente facilitada.
É assim que se trabalha em Macau, e que eu gosto de trabalhar. Esta primeira parte das fotografias diz respeito à descrição do processo de montagem que começou do zero e acabou em 14 horas de trabalho seguido.

Tudo começou com a chegada programada das fotografias emolduradas. Cada moldura trazia nas costas o número correspondente da fotografia. Depois foram alinhadas de acordo com o plano previsto. Depois este excelente staff chegou com os painéis que iriam dividir as temáticas da exposição. Muita competência, amizade e boa vontade.

A montagem começou em completa ordem e calma porquanto tudo estava já planeado de há muito. Tratava-se pura e simplesmente de proceder à parte de fisicamente montar a exposição. Isso permitiu-me alguma liberdade para registar imagens da montahem e descortinar,aqui e ali, a geometria de um escadote dialogando com a imagem quadrada, ou ainda o naturalismo das plantas contrastando com a rigidez geométrica das molduras.

   

À medida que ia ajudando ou observando a montagem, comecei a notar momentos que me lembravam pinturas hiperrealistas. A luz algo irreal e o cansaço da vista propriciavam alguns momentos de uma realidade dúbia, tipo trompe l'oeuil. Decidi então registar esta fotografia acima, e trabalhá-la como se fosse uma pintura hiperrealista: o emolduramente fotográfico de uma moldura sendo pendurada, um fio quase invisível como que suspendendo o técnico.

Foi com orgulho e auto-exigência pelo seu trabalho que estes amigos se voluntariaram a montar a exposição com a sua grande experiência. Da medição das distâncias entre as molduras à escolha dos projectores com luz idêntica, ao ajustamento das luzes, tudo se fez e concluiu pelas 01:00 da manhã. Permanecerão incógnitos porque assim lhes presto tributo, mas que merecem o melhor dos encómios.

 

     

INAUGURAÇÃO

Os afectos devem ser parcimoniosos para não resvalarem para o social. Por isso é gratificante receber flores e visitantes cuja

presença, mesmo quando rápida, nos enchem de calor. Meu filho tocou-me fundo por ter feito um vídeo, os amigos tocaram-me por terem estado presentes em momentos que para mim, enquanto exposição, são raros por opção.

Convivo mal com os media porque quem está sob os projectores deixa de poder ver.

O Dr. Ambrose So, Presidente do Clube Militar teve a gentileza de estar presente. É calígrafo emérito e falámos do Taoísmo.

Com a habitual elegância, o Dr. Frederico Rato apresentou o livro.  
Assinando o novo álbum. Grupo de Amigos. Visitantes ilustres

Visitantes ilustres são para mim todos os que gentilmente vieram. Sensibiliza-me de sobremaneira, apenas lamentando não poder ter fotografias de todos.

Genuíno império de afectos. O social não esteve presente. Com outro grupo de Amigos
   
 

Beatriz falando com o irmão, em Portugal. E, finalmente, nós.

 

 

     

 

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