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PREPARAÇÃO |
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A montagem da
exposição foi precedida pelo plano de
preparação que
permitiu que a montagem da mesmo fosse fortemente facilitada.
É assim que se trabalha em Macau, e que eu gosto de trabalhar.
Esta primeira parte das fotografias diz respeito à descrição do
processo de montagem que começou do zero e acabou em 14 horas de
trabalho seguido. |
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Tudo começou com a
chegada programada das fotografias emolduradas. Cada moldura
trazia nas costas o número correspondente da fotografia. Depois
foram alinhadas de acordo com o plano previsto. Depois este
excelente staff chegou com os painéis que iriam dividir as
temáticas da exposição. Muita competência, amizade e boa
vontade. |
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A montagem começou
em completa ordem e calma porquanto tudo estava já planeado de
há muito. Tratava-se pura e simplesmente de proceder à parte de
fisicamente montar a exposição. Isso permitiu-me alguma
liberdade para registar imagens da montahem e descortinar,aqui e
ali, a geometria de um escadote dialogando com a imagem quadrada,
ou ainda o naturalismo das plantas contrastando com a rigidez
geométrica das molduras. |
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À medida que ia
ajudando ou observando a montagem, comecei a notar momentos que
me lembravam pinturas hiperrealistas. A luz algo irreal e o
cansaço da vista propriciavam alguns momentos de uma realidade
dúbia, tipo trompe l'oeuil. Decidi então registar esta
fotografia acima, e trabalhá-la como se fosse uma pintura
hiperrealista: o emolduramente fotográfico de uma moldura sendo
pendurada, um fio quase invisível como que suspendendo o técnico. |
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Foi com orgulho e
auto-exigência pelo seu trabalho que estes amigos se
voluntariaram a montar a exposição com a sua grande experiência.
Da medição das distâncias entre as molduras à escolha dos
projectores com luz idêntica, ao ajustamento das luzes, tudo se
fez e concluiu pelas 01:00 da manhã. Permanecerão incógnitos
porque assim lhes presto tributo, mas que merecem o melhor dos
encómios. |
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