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ARTE,
GALERIA E MILÉNIO Num momento da história do mundo em que se acaba de dobrar o ano dois mil, e Macau, bem como toda a China e a sua diáspora se preparam para acolher e celebrar o Ano do Dragão, a Fundação para a Cooperação e o Desenvolvimento de Macau escolheu esta data, entre as duas aludidas datas, para formalmente inaugurar a sua Galeria que doravante se chamará Milénio. Dar à sua Galeria um nome não é um acto gratuito. Significa antes de mais, a intenção de inserir a sua programação num contexto onde Passado, Presente e Futuro se interligam no pressuposto de que qualquer identidade assenta no seu passado colectivo para se projectar no futuro. Depois, a diversificação de exposições, oferecendo à população e aos visitantes de Macau a possibilidade de verem diversidade caracterizada pela única limitação que dentro dos campos criativo e histórico nos impusemos: qualidade. Deste modo, quando um novo milénio se inicia, conjugado com o auspicioso ano do Dragão, não poderia a Fundação deixar de recorrer a um artista de Macau cuja obra, carregada de Passado, se insere já no Futuro deste nosso Presente. A Fundação para a Cooperação e o Desenvolvimento de Macau aproveita pois o simbolismo desta data entre datas, para saudar toda a população e reafirmar a sua determinação de contribuir para o desenvolvimento de Macau, também por via da Arte. Gabriela César |