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O DESENVOLVIMENTO DA ESPADA ATRAVÉS DOS TEMPOS Adrian Ko Será que a humanidade de antigamente previu que a
ascensão e queda das civilizações adviria da ascensão e queda do martelo
no metal?
Durante todos estes séculos, os sistemas de combate foram desenvolvidos em torno de um mais eficiente uso de instrumentos laminados, perfurantes ou capazes de lançar projécteis, tanto para serem utilizados por indivíduos como por unidades organizadas. A par com as próprias armas refinava-se a capacidade de utilização, enquanto a resistência às exigências dos conflitos armados se tornava cada vez mais essencial para a sobrevivência e a prosperidade das sociedades. Esta necessidade impulsionou a tecnologia das armas para a procura de melhores materiais e mais eficiente design. O resultado das lutas, batalhas e guerras determinava o nível seguinte de refinamento e evolução, quer da espada quer da habilidade do seu utilizador. Os grupos que não conseguiam encontrar, adoptar ou desenvolver correctamente os novos materiais e criar métodos de combate superiores eram, evidentemente, capturados ou exterminados. Os vencedores rapidamente absorviam a tecnologia dos vencidos. Em todos os tempos e em toda a parte, muitos homens ascenderam ao poder e preservaram o seu lugar na política, mas nenhum o teria conseguido com sucesso sem a protecção de militares armados. A natureza, forma e aplicação das espadas e da sua utilização nas diferentes culturas sofreram constantes alterações, dependendo das tecnologias e materiais disponíveis. As primeiras espadas verdadeiras desenvolveram-se a partir do trabalho do metal, tendo sido encontradas muito antigas lâminas de ouro e cobre. As espadas feitas na Idade do Bronze eram produzidas a partir de metal fundido e, uma vez arrefecidas, marteladas para aumentar a densidade do material e, portanto, a sua dureza. Estas lâminas variavam de forma e tamanho, das espadas direitas da China Antiga às lâminas Celtas em forma de "folha". Gradualmente, com o advento do ferro, as armas deste metal mais duro eram capazes de penetrar ou cortar através das suas congéneres de bronze. A Idade do Ferro sublinhou a impressionante vantagem daqueles que possuíam melhor armamento. Apesar de algumas formas terem sido importadas do passado para a Idade do Ferro, a utilização deste metal permitiu a construção de uma maior variedade de tipos e estilos, bem como a produção de lâminas de maior dimensão. Porque o ferro tem um ponto de fusão duas vezes mais elevado que o bronze tornáva-se mais fácil trabalhá-lo utilizando a forja. Gradualmente, o aço — um produto que combina carbono e ferro — ia sendo descoberto. As dificuldades em fundir e refinar o ferro faziam do aço uma comodidade preciosa. As técnicas da metalurgia desenvolveram-se no sentido de maximizar a quantidade de aço disponível. Diferentes graus de ferro e aço eram combinados de diversas formas para compensar a raridade do aço de qualidade. Algumas destas técnicas de trabalho do metal melhoraram a produção — permitindo a existência de vários atributos na mesma lâmina — criando paradoxalmente aço mais mole mas resistente ao choque e a capacidade de manutenção do gume das lâminas feitas de aços mais duros. Uma dessas técnicas foi a "pattern-welding", na qual diferentes peças de aço eram dobradas, torcidas e juntamente fundidas numa fina estrutura laminada. O processo mecânico de forjar e dobrar o aço sobre si mesmo também servia para distribuir correctamente o carbono ao longo do aço e assim eliminar impurezas. A "pattern-welding" foi praticada por numerosas gerações e culturas, estando presente nas espadas dos Romanos, Celtas e Vikings; na Ásia entre os Chineses, Indianos e Tibetanos; e como pamor no kris do arquipélago Indonésio. A tradição da "pattern-welding" continua ainda hoje, não apenas devido à sua utilidade, mas sobretudo para satisfazer os objectivos artísticos dos criadores de lâminas contemporâneos. Outra técnica era a produção em "folha múltipla", na qual folhas ou placas de diferentes aços eram conjuntamente espalmadas para construir uma lâmina. Tal como a pattern-welding, este método de fabrico de espadas foi utilizado em épocas diversas por várias culturas, chegando mesmo a coexistirem paralelamente os dois métodos. Dois tipos básicos de fabrico em "folha múltipla" estão patentes na estrutura de muitas espadas tradicionais japonesas. O primeiro tipo consiste na criação de uma cobertura de aço duro à volta de um núcleo mole (kobuse san mai kitae). O segundo tipo coloca o aço mais duro entre lâminas laterais de um aço mais mole (hon sai mai kitae). Ambas as técnicas foram importadas do continente chinês, onde já eram utilizadas desde a Idade do Bronze. Um tipo único de aço, chamado wootz, foi desenvolvido no subcontinente Indiano. Este era o original "aço damascado" e as suas propriedades especiais derivavam do modo como era fundido e trabalhado, criando uma estrutura molecular constituída por uma rede de ferrocarburetos embebidos numa matriz de ferro. Isto criava belíssimos padrões na lâmina ao mesmo tempo que proporcionavam um duríssimo fio de corte. O uso do wootz em lâminas de espadas está documentado desde o século V a.C. e atingiu o seu zénite nos séculos XVI e XVII. O Wootz era uma mercadoria muito popular, tendo chegado da Índia a Roma e, mais tarde, através do impérios islâmicos até à Europa de Leste e à Rússia. Nas terras do Islão, o wootz era finamente trabalhado em graciosas lâminas curvas no fabrico das adagas shamshirs, kilijs e jambiyah. Infelizmente, o segredo da produção do wootz perdeu-se no século XIX e até hoje ainda não foi totalmente recuperado. Muito poderia ser dito sobre o desenvolvimento das espadas em outras culturas, desde as lâminas em forma de crescente da Índia, Turquia e Pérsia às lâminas onduladas Keris e Kris das Filipinas e de outras partes da Ásia — a evolução destas espadas seria igualmente uma exploração fascinante. O comércio e a conquista não somente espalharam as técnicas de fabrico de espadas mas, igualmente, o seu estilo e uso. O cruzamento das formas das espadas constituiu mais regra que excepção. A espada curva parece ter sempre existido desde que as lâminas foram inventadas. No entanto, terá atingido um lugar proeminente durante as conquistas das tribos turcas e mongóis. A lenda conta que a espada japonesa, originalmente direita, deve a sua forma curva à tentativa mongol de invasão do Japão. Os Japoneses descobriram que as suas lâminas direitas eram ineficazes contra as armaduras mongóis e então os seus principais armeiros começaram a fabricar lâminas curvas. No Médio Oriente, os sabres destes cavaleiros invasores tornaram-se no shamshir Persa e no Turco kilij. O wootz, que saíra da Índia como mercadoria, voltou sob a forma de lâminas brandidas pelos guerreiros do Islão. As espadas de Dar-al-Islam eram impotentes face às espadas originárias da Índia — a khanda de lâmina direita, o punhal katar, o sosun pattah recurvado e o tulwar curvo. As pragmáticas tropas do Império Romano adaptaram lâminas dos Celtiberos para as suas curtas espadas, o gladius, e lâminas das tribos Germânicas para as longas e direitas espadas da sua cavalaria, as spatha. Há também quem defenda que a machiera Grega, uma espada com a lâmina recurvada em forma de boomerang, usada pelas tropas de Alexandre, o Grande, foi a progenitora da kukri Nepalesa, da yataghan Turca e da Indiana sosun pattah. A própria machiera terá derivado da Egípcia kopis. Na China, os dois tipos básicos de espadas eram direitos: a jian, de lâmina dupla, e a dao, de uma só lâmina. Enquanto a jian manteve a sua forma básica, a dao evolui para muitas formas diferentes, graças à influência da guerra e do comércio. A zhibeidao, uma espada direita de uma só lâmina, foi exportada para o Japão durante a dinastia Tang (600-900), onde evolui para a forma curva do tachi e depois para a katana. A sua copa, em forma de disco, desenvolveu-se no Japão e foi mais tarde adaptada para ser utilizada nas espadas chinesas. Os encontros com as tribos nómadas da Ásia Central levaram ao desenvolvimento da peidao, um verdadeiro sabre de lâmina curva. As espadas destas tribos nómadas influenciaram mais tarde o desenvolvimento de lâminas curvas por toda a Ásia, Europa de Leste e Médio Oriente. O comércio ao longo da Rota da Seda espalhou as técnicas de fabrico de espadas nos dois sentidos. Motivos decorativos chineses surgem em espadas indianas e islâmicas, enquanto as lâminas facetadas de inspiração islâmica apareciam nas espadas dao. É pacífico que o desenvolvimento das espada na China constitui um dos mais notáveis capítulos da história da espada. Os avanços chineses no bronze são bem conhecidos, mas ainda mais notável é o aperfeiçoamento chinês, cerca do ano 300 a.C., de técnicas de processamento do aço que hoje no Ocidente conhecemos por Processo de Redução de Carbono Siemans e Processo Bessemer, normalmente atribuídos aos séculos XIX e XX europeus. Anos-luz à frente dos seus vizinhos, os Chineses desenvolveram estilos independentes e aplicaram criatividade e imaginação ao design das espadas. A Jian, espada direita de lâmina dupla, é um destes mais antigos designs. Sobreviveu até aos nossos dias e é normalmente encontrada nas mãos dos praticantes de artes marciais e tai chi. Uma grande variedade de sabres foi igualmente desenvolvida na China, desde o poderoso niuweidao (Sabre Rabo de Boi), de lâmina larga, ao mais refinado e suavemente curvo liuyedao (Sabre Folha de Salgueiro), bem como muitos outros tipos. Estas espadas exibem uma "pattern-welding" sofisticada, o uso de cal para um diferenciado tratamento de aquecimento, e também folha múltipla, semelhante, ou talvez mesmo ultrapassando, o fabrico e a performance das espadas japonesas. Se bem que as espadas chinesas sejam as mais graciosas e tecnologicamente avançadas da história da humanidade, também é verdade que sofreram bastante em termos da continuidade do seu desenvolvimento. Em muitas épocas da história da China, a tecnologia do fabrico de espadas atingiu pontos incrivelmente elevados. Infelizmente, porque os métodos de produção eram normalmente considerados segredos militares, os conhecimentos da arte não eram passados a outros e morriam no espaço de uma geração. Os fabricantes de espadas que se seguiam tinham de descodificar poemas ou canções crípticas — se é que alguns existiam — para redescobrir as antigas técnicas, por vezes só o conseguindo alguns séculos mais tarde. O uso da cal para obter diferentes níveis de dureza no gume e no corpo das espadas foi originalmente desenvolvido pelos chineses. Os Japoneses, cujas lâminas eram direitas nos primeiros tempos, adoptaram mais tarde esta tecnologia. (Estas lâminas eram conhecidas por chokuto ou "espada direita"). A cal era aplicada ao corpo e à parte detrás da espada enquanto o gume permanecia exposto. No fim do tratamento térmico do aço, no momento de temperar a lâmina, a cal permitia um arrefecimento diferenciado da própria lâmina. O gume exposto formava uma forma dura e cristalina de aço conhecida por martensite enquanto que o corpo arrefecia mais devagar e formava a pearlite, mais mole. Logo, na mesma lâmina era possível casar duas qualidades opostas. O aço duro do gume garantia a capacidade de corte e a resistência do revestimento enquanto o corpo mais mole oferecia maior tolerância ao choque e absorção do impacto. Forjada direita, a lâmina japonesa adquiria a sua curva quando temperada, porque o aço martensite do gume é molecularmente mais largo que a pearlite e logo a curva era o resultado natural do tratamento térmico. Os Japoneses aprenderam a dobrar e soldar o metal sobre si mesmo com o objectivo de o purificar, acabando por dobrar o metal de oito a quinze vezes. A lâmina terminada — quando polida — produzia padrões nas suas faces, dependendo do método através do qual a dobragem era executada. Os padrões podiam ir de um simples grão a veios parecidos com os da madeira. Também as aplicações da cal podiam ser alteradas de modo a estilizar a têmpera resultante, de modo a formar padrões que podiam ser completamente direitos, ondulados, em forma de trevo ou mesmo de crisântemo sobre a água. No Japão medieval, o Samurai usava basicamente duas espadas — uma espada longa conhecida por katana e uma espada curta chamada wakizashi. A wakizashi permanecia perto do Samurai mesmo dentro de casa — quando comia, dormia e tomava banho. O seu curto tamanho facilitava o combate em espaços apertados, fechados e de tectos baixos. Embora a espada japonesa pareça virtualmente a mesma nos últimos mil anos a sua evolução foi mais subtil do que a das espadas de outras culturas, como por exemplo a Europeia. Em tempos de paz, a arma do Samurai era leve, fina e particularmente ágil. Contudo, em tempos de guerra as espadas eram mais grossas e eram forjadas mais secções em forma de diamante. Este design da lâmina permitia resistir sem dobrar a pressões laterais ou mesmo a um mau desempenho do guerreiro e era eficaz no combate a oponentes com armadura, penetrando nas pequenas aberturas de áreas desprotegidas. A invasão Mongol (século XIII) levou os Japoneses a construir maiores lâminas para acrescentar poder de corte, especificamente para poderem cortar através das armaduras dos invasores. Em finais do século XIX a ordem dos Samurais foi desmantelada. Então a espada Japonesa — a "Alma do Samurai", como era celebrada — encontrou pouca aplicação na Japão moderno e na sua frota naval. Na Segunda Guerra Mundial espadas semelhantes foram produzidas em série, utilizando equipamento industrial, mas tinham uma qualidade medíocre face ao esplendor das antigas espadas, forjadas à mão. Estas espadas militares ficaram conhecidas por gunto. Talvez possa ser traçado um paralelo entre as espadas e o povo de uma Nação; quando os Japoneses forjaram a sua aliança com a Alemanha Nazi foi como se a "Alma do Samurai" se tivesse transformado numa mera sombra da sua antiga glória. Depois da rendição dos Japoneses muitas espadas foram confiscadas, destruídas ou levadas para a América como troféus. Contudo, foi permitido aos Japoneses recuperar algumas peças históricas e continuar a sua tradição de armeiros com o propósito de preservar a sua cultura. Presentemente, grande parte da antiga arte perdida de fabricar espadas foi já recuperada e existe mesmo uma competição anual entre armeiros durante a qual são exibidos exemplares que rivalizam em beleza e poder com as espadas forjadas pelos velhos mestres. A espada Japonesa é novamente a alma do seu povo de hoje. Na Europa, a espada medieval, cruciforme, representava a honra, valor, coragem e força do cavaleiro que servia a Deus e ao seu rei. (Evoluíra das espadas dos Romanos, Celtas e Francos). Estas espadas de lâminas direitas eram leves, duráveis e bem equilibradas, sendo armas utilizadas por uma técnica de combate altamente desenvolvida, cujas origens remontam ao século XII. A espada europeia mudava constantemente de forma e função, à medida que as armaduras também evoluíam. Deu-se muita experimentação e era possível constatar a coexistência simultânea de diferentes formas de espadas, mais do que um tipo propriamente suplantar o outro. Nos séculos XII e XIII, as espadas medievais variavam em forma e estilo, mantendo o aspecto cruciforme e eram normalmente utilizadas conjuntamente com um escudo. Os botões de punho destas espadas podiam ser circulares ou em forma de noz-Brazil. Mesmo as lâminas tinham diferentes graus de perfil e de grossura na ponta. Em muitas lâminas eram usadas ranhuras no próprio corpo da lâmina para as tornar mais leves, grandes e duras, mas sem sacrificar a sua integridade estrutural. Existia alguma diferença no tamanho, número e forma destas ranhuras. A partir do século XIV, a armadura de placas e a cota de malha com placas apareceram nos campos de batalha. Porque a nova armadura era à prova de corte, o escudo tornou-se desnecessário. A mão agora livre podia juntar-se à outra para desferir golpes mais poderosos. Desenvolveu-se então a espada de uma mão e meia o que permitia a utilização de uma ou duas mãos. O estilo da esgrima modificou-se pelo uso da espada como escudo prático ou conceptual durante a batalha. Gradualmente, foram sendo produzidas grandes espadas para serem usadas com ambas as mãos. A protecção das mãos começou a ser considerada de extrema importância. A copa das espadas foi sendo modificada para se adaptar a necessidades diferentes. Alguns consideravam que era mais fácil manejar a espada colocando o dedo indicador sobre a copa. Assim, enquanto a parte inicial da lâmina era deixada por afiar e logo evitáva-se cortar o dedo, deixava no entanto o mesmo dedo exposto à lâmina do inimigo. Inventou-se então um largo anel de metal para o proteger. Finalmente, por volta do século XV, mais protecções foram sendo acrescentadas e várias copas compostas desenvolvidas. A espada com copa larga surgiu na forma da italiana schianova, mas mais especialmente nas grandes espadas dos Irlandeses e Escoceses. Muitas lâminas forjadas na Europa eram importadas para a Escócia onde os Escoceses trabalhavam o aço para lhes implantar as suas copas largas. Estas proporcionavam uma excelente protecção para as mãos e também podiam ser utilizadas para esmurrar o oponente, enquanto a outra mão segurava normalmente um escudo conhecido por targe. As primeiras armas utilizadas nas Terras Altas da Escócia foram, contudo, o punhal e a adaga, porque as espadas eram demasiado caras. Um exame desses históricos punhais mostram que as ranhuras se encontravam exactamente no mesmo sítio que nas espadas de copa larga — as lâminas das espadas partidas eram recicladas em punhais e voltavam aos campos de batalha. Essencialmente, o punhal representava para o Escocês o que owakizashi representava para o Samurai. Na Europa, o florete surgiu nos finais do século XVI com as suas elegantes características de copa composta e lâmina fina e era normalmente acompanhado por uma adaga na outra mão. Era ideal para golpes rápidos e penetrantes enquanto a adaga aparava ou prendia a lâmina do adversário, dependendo do seu design ou da técnica utilizada. Durante o Renascimento, que assistiu a um tremendo desenvolvimento das artes, ciências, cultura, história e tecnologia, as espadas tornaram-se mais acessíveis e o florete conheceu um uso cada vez maior, generalizado a gente comum e civis. A esgrima europeia à volta do florete suplantou os princípios de luta desenvolvidos durante a Idade Média. Se existe algo a aprender na história do desenvolvimento da espada e da esgrima entre as várias culturas, o fio comum é o desenvolvimento que podemos encontrar por nós próprios. Porque em tão grande diversidade podemos encontrar grandes semelhanças — não somente metodologias de combate e metodologias metalúrgicas ou a ascensão e queda de reinos, mas quem e o que amamos e damos importância, e os sonhos que queremos proteger para que possam sobreviver na nossa posteridade. Independentemente da cultura ou da nação, as espadas inspiram-nos grandeza e lembram-nos do crescimento de que somos capazes e pelo qual somos responsáveis. Lembram-nos as muitas vidas e os campos de batalha empapados do sangue que pagou o preço da nossa liberdade. Ensinam-nos o valor da vida humana e que devemos todos aspirar à virtude, justiça, verdade e paz, porque contra estes princípios não existe lei. Se aprendermos isto, o suor que se desprende da fronte do armeiro no calor da sua forja e as lágrimas que tombam dos olhos da viúva que abraça os seus filhos assassinados não terão sido em vão.
Agradecimentos especiais a Alexander Chin, Mark McMorrow e Sheryl Corchnoy pela importante ajuda que me deram neste artigo. |
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