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MENSAGEM A apresentação desta exposição poderá parecer insólita e desenquadrada ao visitante menos preparado. Mas não o é, e anoto razões. Historicamente Macau foi, num passado remoto, a ponte de ligação entre a oferta da seda chinesa comprada em Cantão, e a procura japonesa desse produto. Por esta razão histórica, se justifica esta exposição, concebida à medida desta Galeria. Porém também outras razões levam à apresentação desta mostra. A importância de diversificar, de dar a ver. Sabendo-se que a cultura chinesa influenciou decisivamente todas as culturas que lhe estavam próximas, os oito kimonos e os demais objectos patentes são apresentados como peças que têm uma valia própria, não necessariamente enquadradas em explicações técnicas, antes encaradas deliberadamente no convite à livre fruição das peças por si. Também é desta maneira que um conto especialmente escrito por António Conceição Júnior se integra neste catálogo. Não é um guião, não contém explicações para esta exposição. Estabelece antes o que Oito Kimonos e uma história é na sua essência expositiva: uma apresentação puramente olhada sob um ponto de vista artístico, convidando o visitante a viajar por entre as peças. Num momento em que já se encontram em exposição virtual todas as exposições anteriores, além desta, não quero deixar de, em nome da Fundação para a Cooperação e o Desenvolvimento de Macau, agradecer ao Consulado Geral do Japão em Hong Kong o seu precioso apoio a esta exposição. Se os que visitarem esta exposição puderem fruir a beleza das peças expostas, entender a importância das trocas culturais que, tendo ocorrido no passado, se vão renovando incessantemente, então esta exposição terá cumprido um dos propósitos da sua missão, inalienavelmente ligada às acções de natureza cultural que a Fundação para a Cooperação e o Desenvolvimento de Macau tem vindo a desenvolver. Gabriela César |