FOTO ÁLBUM - UM MODO DE RECORDAR
 

O Instituto Politécnico de Macau, pela sua Escola de Artes, teve a amabilidade de me convidar a realizar uma exposição retrospectiva. Ficam aqui fotografias e registos para os meus filhos e meus amigos, da inauguração que se realizou no dia 12 de Janeiro de 2005 pelas 18:00 horas de Macau. É uma forma de registo, esta que fica no espaço virtual.
Se bem que escasso, o espaço foi o disponível, e os trabalhos expostos foram-no em painéis, adequando-os ao espaço disponível.

CONVIDADOS E AMIGOS À CHEGADA

Dr. Li, President of IPM

Embaixador Pedro Moitinho

Dr.Rangel Presidente I.I.M.

Architect Carlos Marreiros

Prof. Ruben Cabral Reitor IIUM

Vítor Marreiros

Vitor e Ung Vai Meng

Ana e Manuel  Machado

Priscilla e staff do Museum

Luis Trabuco

Dr. José Luciano

Arq. José Maneiras

Joaquim

Yip, ex-aluno

ex-aluna

Sr. Lou do Museu

Sr. Chan do Museu

professores do IPM

A TDM fez uma entrevista

Apresentação dos oficiantes

CERIMÓNIA DE INAUGURAÇÃO
É formal e curiosa a cerimónia de inauguração de rito chinês. Há discursos e formalidades tradicionais.

Discurso do Presidente do IPM

Agradecendo e explicando

Parte do público

Outro ângulo

Seguiu-se o corte de fita

e a visita às diversas secções da exposição

ALGUNS ASPECTOS DA EXPOSIÇÃO. ALGUNS DETALHES    

Painel ilustrações

Painéis do Museu

Catálogos

Painel dos álbuns fotográficos

Painel sobre Moda

Exemplos de trabalhos de Moda

Selos

Katana

Vídeo de Moda

Vitrinas de Joalharia

Explicando a espada

Vendo os catálogos

Vendo um painel

Professor residente de moda

Helena, Ana Isabel e Sérgio

Folheando catálogos

Com Dr. Sá Cunha, Dr. Jorge Rangel, Prof. Ruben Cabral

Com Bé, Ana, Manel Machado. A Bé e Ana são Amigas para todos os momentos.

Com o Carlos Marreiros

Guilherme e Joyce, minha ex-aluna no Politécnico que trabalhou comigo na exposição

Com o Helder Fernando

Isabel Soá, Ana e Bé

Com o Luciano, o Manel e  Rui

Com a amiga Amélia

Com a Eulália

Com o Luís Sá Cunha

Vicente e Konstantin

Helder, Lúcia e Eulália

Helena, minha mulher e, por Amor, minha principal crítica.

Galia, mulher de Konstantin e Helena

 

LINK DE PREPARAÇÃO DA EXPOSIÇÃO

 

O FIO DOS ANOS
 

Tornaram-se anos os dias vividos um a um, como se, subitamente, se tivesse desenrolado um novelo de fio e este corresse pelo chão, deixando um rasto de sonhos, ideias, projectos e a emergência de realidades concretas.
Olhando para trás constato que a palavra design me não satisfaz, porque entendo que prefiro o arquétipo da criatividade enquanto processo de reflexão intelectual.
Talvez por isso raramente procurei ser um autor afirmativo, alguém que fez de si próprio o eixo do mundo em que vive. Preferi invariavelmente olhar a forma ou a imagem na sua essência, ostentando-a como significante, respeitando a sua identidade.
Mas para mim a parte gráfica que nem sempre é entendida como uma outra disciplina das muitas que povoam a região da criatividade, tem uma função minimalista, pouco adornada.
Deve, para mim, cumprir a função primária: a de ter inteira legibilidade.
Não pretendo qualificar o que fiz, nem sequer justificar-me. Penso apenas que a maioria das pessoas tem necessidade de classificar os autores. Ou são pintores, gráficos, fotógrafos, ilustradores, ou então avoluma-se a confusão brumosa.
Pois então digamos que o novelo de fio que se desenrolou não é de cor única. É o que é, na certeza porém de que tem uma origem única, bebida em fontes diversas.
O que nesta exposição revelo, é uma amostragem das áreas do design para as quais fui chamado a intervir, e que me interessam como disciplinas.
Não consigo deixar de ver a perspectiva holística e as ligações entre a joalharia, a medalhística e a armaria, a ilustração e o traje e moda, a fotografia e a pintura. Talvez nunca me tenha querido sentar no conforto de uma só disciplina, talvez seja um nómada da minha interioridade.
Apenas me revejo numa coisa: não sei ser de outro modo. E à medida que o fio dos anos cresce, mais se acentua esta vertente, convicto ainda de que Macau, este lugar único, ainda tem tem outros ritmos que merecem ser ouvidos. Se ao fio dos anos houver mais fio.

António Conceição Júnior