O CAPITÓLEO

 
 

 

 
 

 

De entre os punhos de renda foleira, eis o sentido vertical de Estado do Presidente dos Estados Unidos. Indubitavelmente revelador.

 

Estamos em finais de 2007, e estas páginas estiveram adormecidas por opção. O senhor Moita já tardava, mais o capitóleo que tão bem representa.
O grave disto tudo é que esta triste figura, que nem cavalo seria no romance de Cervantes, anuncia o fim inevitável do domínio Americano no mundo. Não será um fim rápido, mas é um fim, porque sem meios que justifiquem a sua existência.
Não é a CNN ou a Time que podem salvar os Estados Unidos tanto quanto não foi a mais poderosa aviação do mundo e as bombas de napalm que salvaram a retirada, leia-se debandada, dos EUA do Vietname.
Bush é apenas um comediante imbecil, veja-se o vídeo e, como os mais lúcidos americanos o tratam para se perceber quem é este figurante metido a presidente.

 

 

 

O que acontece é que quando um país que vive num sistema dito democrático, assente numa base económica cuja ideologia se define pel' O Capital de Marx, isto é, está despida de qualquer base ideológica, quando a própria saúde é um negócio de milhões, quando o ensino resulta em casos destes, quando o consumismo e o patriotismo são explorados até à exaustão e o que mais vende é isto, quando Guantanamo é o paradigma dos direitos humanos, e a qualidade se chama Mac Donald's então esta sociedade está inevitavelmente condenada.

Mais grave porém é quando o meu país quer copiar tudo isto, dando uma na ferradura, e se diz Europeu, dando a outra no cravo, esquecedo-se que nunca esteve formatado para tal. A globalização tem destas coisas. Ou nos tornamos parceiros, ou corremos o sério risco de nos tornarmos meros apêndices.

Mais grave que tudo isto é que não existe criatividade na governação do País. Continuamos a proclamar, a lançar o foguetório, esquecendo-nos que, como dizem os da bola, ainda não ganhámos nada.
Eles ainda têm os hamburgers e a coca-cola, nós temos o ICEP que agora é AICEP mas continuamos anónimos, alegremente anónimos, crassamente incompetentes.

Ironicamente, o único momento em que não o fomos foi quando viajámos pelo mundo. Foi aí que, embora poucos, fomos poderosos.
A receita é seguir essa vocação que pôs a esfera armilar na bandeira. Mas ninguém quer aprender com o óbvio da história...
E venha outra parada de pedantes, ou será que me esqueci de algum i?

 

 

 

Copyright © António Conceição Júnior l 2007