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Em Japonês diz-se
giri (ler guiri) e em chinês mien (face).
Tem tudo isto a ver com a honra da palavra, coisa que se
foi perdendo lá para as
bandas onde o Sol se põe, mas nem só aí. O capital não tem pátria, nem
sequer ideologia.
Nem giri, mien nem
estratégia humanizante.
Tudo está mercantilizado, o tempo comprimido, e os
valores se vão universalmente dissolvendo ou o cepticismo instalando-se
no rectângulo onde o umbigo impera.
O cepticismo, sobretudo essa descrença no homem e no mundo que
construiu.
De um lado, a ciência, do outro a sabedoria e, de permeio, onde as
águas confluem, a força da ganância do lucro e da vã glória.
A Via diz: constrói-te, e o céptico ri, se não se risse, a Via não seria
a Via.
A cada um cumpre o seu caminho, e a
descoberta de que o corpo é mero veículo onde reside, temporariamente,
um espírito.
O céptico não crê, porque se descrê.
Porque não vê a maravilha da obscuridade onde, sereno, e a um tempo
tempestuoso, o Universo é. E sendo, nada quer, nada busca. Apenas
circula por toda a parte, energias fluíndo sempre.
Giri é o
paradigma nipónico da honra e da palavra. Por elas, muitos retalharam
o ventre, ali onde reside o hara, centro da força, chakra da vida.
Para o céptico, a palavra é um produto de prateleira, uma desconfiança,
porque não entende que a renúncia ao desejo de ter ou ser é o único
meio de buscar abarcar o todo.
Por isso
Shingen constitui o princípio da visão esclarecida... |