por
António Conceição Júnior


A CIDADE CRIATIVA • UM NOVO OLHAR

No dealbar do séc. XXI, os que detêm o poder estão, de uma maneira geral, numa encruzilhada, confrontados com uma decisão crucial que a história lhes solicita e que constitui desafio aliciante:
a continuação da aplicação de soluções assentes em políticas esgotadas em clima de suave declínio ou a reinvenção da cidade como um foco vibrante de criatividade conducente à melhoria da qualidade de vida.

O que se afigura claro é que não se podem enfrentar os desafios de um novo século com modelos radicados em ordens já fora de prazo, quando pelo mundo galopam economias assentes em novos conceitos.

A Cidade Criativa é não só um novo contrato social mas também um método de planificação estratégica, examinando o modo como as pessoas podem pensar, planear e agir criativamente na cidade. Em suma, é a instalação do diálogo pleno com vista a conduzir a uma compreensão sobre a maneira como se pode humanizar e revitalizar as cidades tornando-as mais produtivas e eficientes, recuperando o talento e a imaginação dos cidadãos.

O que na essência distingue o conceito da Cidade Criativa é a eleição da cultura como elemento fundamental para algo que é de importância vital: 
a visão esclarecida que a cultura, no seu entendimento globalizante, necessariamente comporta.

Quase todos nós, por muito bem estruturadas que sejam as cidades em que vivemos, desejamos legitimamente mais.

Não vivendo isolados, mas numa comunidade global onde o nosso mais próximo vizinho pode ser alguém que viva no Alaska, torna-se evidente que há que encontrar nas experiências bem sucedidas, fontes de inspiração, mas não modelos.

Aceitemos que há modos inovadores de criação de empregos, de aplicação de tecnologias, de libertação de saberes e conhecimentos em todas as idades do homem.

Todo o suporte desta aventura é a Cidade, a sua arquitectura total, inspiradora e convocadora, que rodeia o cidadão e o deve estimular a uma interacção construtiva.

O Século das Cidades

Depois de encerrado o mais veloz século de toda a história do homem, o patamar do século XXI constitui-se não apenas numa reflexão sobre o passado recente, mas conduz, a meu ver, a uma conclusão decorrente da importância da multi-etnicidade e do multiculturalismo: este será o século das cidades.

Pela primeira vez é possível concluír que a busca de melhores condições de vida a nível mundial fez com que metade da população do planeta viva em cidades.

Na Europa os números apontam para 75% enquanto nos países em vias de desenvolvimento bem depressa atingirá os 50%, quando, há duas décadas, a taxa de migração se situava nos 29%.

Mas a opção pelas cidades decorre mais da necessidade do que da vontade. Um estudo realizado em 1997 no Reino Unido indicava que 84% dos habitantes desejaria poder viver em pequenas aldeias comparando com os 4% que efectivamente aí vivem.

Desta leitura se infere do imperativo ético de tornar as cidades lugares de qualidade de vida, recriando os valores que as pessoas sabem existir nos pequenos aglomerados:
um sentido de pertença, uma percepção exacta do seu lugar na estrutura social, garantias de continuidade, de segurança e predicabilidade, conjugadas com a possibilidade de usufruír facilidades urbanas como o comércio, interacção, ludismo e, acima de tudo, criatividade.

Algumas mudanças em curso

A noção de cidade criativa não surge por mero acaso. As mudanças que ocorrem no mundo não têm a previsibilidade nem a ordem evolutiva regular a que nos habituámos.

As sedes de produção mudaram-se para locais de custos reduzidos enquanto os seus centros tecnológicos se transformam com inédita velocidade, acarretando radicais implicações económicas e sociais.

Perante os nossos olhos vão ocorrendo algumas transformações que se afiguram aprioristicamente assustadoras, mas que têm de ser encaradas como desafios.

- O conceito de criação de riqueza está agora cada vez menos interessado na manipulação de bens materiais ou mesmo de serviços. A transformação de dados em informação e a sua consequente manipulação e valor acrescentado estão na directa proporção com os factores de competitividade que se deslocaram de recursos físicos e imóveis como o carvão e o ouro para a nova era do poder criativo e da imaginação.

- Por outro lado, o conceito de governação, que antes se preocupava com o papel comportamental das hierarquias, tem-se vindo a transformar em estruturas mais horizontais, com partilha de responsabilidades entre governo e instituições da sociedade civil, estruturas decorrentes de sociedades de capital misto, de redes ou mesmo organizações virtuais. Isto é, o conceito de poder terá de ser não um exercício do mesmo na sua matriz tradicional, mas a relação dialogante assente naquela máxima de que nenhuma enciclopédia se faz com o que cada um de nós sabe individualmente, nem tãopouco se fará sem o nosso saber individual. É mais uma vez a convocação do contrato social a emergir como inevitável.

- O conceito de ciclos vitais está em transformação. As sociedades vão-se distanciando do velho sistema de educação-trabalho-reforma, para uma era de maximização de recursos assente numa aprendizagem contínua e no aproveitamento de todas as idades. Isto é, nem os jovens nem as mulheres nem os velhos podem ser descartáveis. Pelo contrário a cidade criativa comporta o aproveitamento e inserção de todos, como elementos criativos integrados na rede de eficiência que se pode vislumbrar como óbvia.

- O conceito de tempo está a transformar-se, com comunicações instantâneas, em tempo-real através de diferentes fusos horários, trazendo com a sua emergência mudanças de padrões de trabalho, comércio e tempos livres.

- Indelevelmente associada a esta transformação, também o conceito de lugar veio redefinir o sedentarismo. A fixação e a aparente imobilidade transformou-se numa situação de hiper-mobilidade, onde já muita gente se move entre múltiplos lugares, reais e virtuais.

- Perante toda esta redefinição de conceitos de tempo e espaço enquanto lugar físico ou virtual, é necessário repensar a ideia de comunicação, uma vez que através do espaço virtual se vem manifestando a convergência da palavra, da imagem e do som, anunciando ainda novas formas de desenvolvimento interactivo.

- Estas mudanças põem em causa o próprio conceito de pensar. É necessário pensar em rede, integradamente.

Tomando em consideração esta amostragem de mudanças que vêm tendo lugar, elas constituem um indicador da necessidade de aceitar um novo entendimento do ordenamento da realidade e conceptualização do mundo. Novos tempos a requerem novos meios.

A Cultura como suporte para o agir criativo.

Há que reconverter a nossa percepção conceptual da cidade, que já não pode ser a máquina pós-revolução industrial mas sim um sistema ou mesmo um organismo, que Confúcio descreveu como uma teia de afectos e cuidados recíprocos.

A consciência cultural é uma mais valia fundamental e força motriz para a transformação da urbe numa cidade mais imaginativa.

Esta abordagem da Cidade Criativa assenta na ideia de cultura enquanto conjunto de valores em permanente evolução, em modos de vida e em formas de expressão criativa, constituindo o terreno dentro do qual a criatividade emerge e se manifesta propiciando a dinâmica para o desenvolvimento.

Neste contexto, os recursos culturais serão a matéria-prima e a as mais valias para o arranque da renovação, enquanto que o processo de criatividade será o conjunto de meios através dos quais os recursos culturais são identificados, avaliados e investidos dos meios necessários, enquanto se dirá que o planeamento cultural é o processo de identificar projectos, construír planos e gerir as implementações estratégicas baseadas na aludida identificação de recursos.

Contudo importa esclarecer que planeamento cultural não é o planeamento da cultura, tanto mais que esta em si comportou no passado recente um perfil que se poderá resumir em:

· Rácica, étnica ou nacionalizante
· Estável, imutável e de matriz fixa.
· Autoritária, privilegiada e autêntica.
· Superior ou inferior.
· Primitiva ou refinada, factual e indiscutível.

Hoje vai-se consolidando a ideia, com especial incidência em sociedades multi-raciais, que o monolitismo cultural está não só ultrapassado como em vias de extinção.

Uma nova definição, ou será que lhe deverei chamar de criativa indefinição, nasce assim para a cultura do século XXI:

· Uma ideia Complexa, Comprometida e Contestada
· Miscigenada, Desigual e Ambígua
· Contextual e Histórica
· Conjuntural, Dissonante e Fragmentada
· Inventada, Construída e Criada
· Heterogénea e Dialogante

Está-se assim a dar lugar à ficção, ao palco onde a humanidade vai construíndo a sua história feita de sinergias imprevistas. Está-se a dizer que a cultura está em aberto ou, porque não, que cultura é em si mesma esse palco para a ficção onde nos vamos tornando também nos intérpretes. Realço que já não é mais possível pensar isoladamente em termos culturais.

Vale a pena exemplificar a aplicação de uma abordagem cultural dentro do contexto global da cidade:
Por exemplo, em matéria de cuidados de saúde poderá perguntar-se se práticas de saúde locais poderão ser desenvolvidas com vista a uma mais eficiente prevenção sanitária, enquanto que na área social se inquirirá se a existência de tradições em matéria de auxílio mútuo podem ser adaptadas para apoiar estruturas para tóxico-dependentes ou para gerontes abandonados.

Em termos de criação de empregos, uma visitação a antigas formas de artesanato e suas técnicas pode permitir uma avaliação de como estas expressões tradicionais podem ser transpostas para as necessidades do presente, constituíndo mais valias.

É assim que, ao colocarem-se os recursos culturais no centro das prioridades, se estabelecem relações sinergéticas e interactivas entre estes recursos e qualquer tipo de política, seja ela de habitação, saúde, educacional, social, turística, ordenamento urbano e a própria política cultural.

O CASO DE MACAU

O Passado

Aflorados alguns conceitos sobre a intervenção Criativa na Cidade, vale a pena historiar resumidamente o caso de Macau.

O conceito de criatividade aplicado a Macau assenta ab initio no modo como, nas margens do Império do Meio, se instituiu uma cidade-estado que se foi consolidando em torno de uma governação colectiva que transformou a urbe na primeira república democrática do Extremo-Oriente, situação que à luz da História do mesmo é, no mínimo, inédita. Logo, e por consequência, criativa.

Assim, se os contornos políticos constituem a pragmática e criativa transposição e aplicação do conceito latino de cidade-estado – fruto de uma necessidade que aguçou o engenho – para uma geografia onde se conjugam confucionismo e budismo, tais balizas permitiram a emergência de uma outra faceta da criatividade: a intermediação.

Macau foi durante muito tempo o primeiro e mais importante entreposto europeu a Oriente. O veículo conjugador de interesses que, no exercício do papel de intermediação encontrou por um lado a oferta da preciosa seda chinesa em Cantão e a demanda da mesma no Japão. Este papel de mediação iria, em escassos sessenta anos, transformar a pequena cidade num dos mais ricos entrepostos do mundo de então.











O Futuro do Passado ou a Intermediação Criativa.

O contexto único de Macau, característica antiga que situa ainda hoje a cidade ao nível da excepção e não da regra, radica fundamentalmente o seu estatuto numa relação de conveniência pragmática, compromisso que permitiu a consolidação da sua essência conjugadora entre dois mundos.

A nova realidade de Macau é um processo tranquilo de emancipação, conseguido com substantiva maturidade, no qual as memórias continuam a coexistir com a construção do futuro.

Desta inevitável e patente constatação importa extrapolar um conceito que há duas décadas venho defendendo, tendo em conta que uma parte da população de Macau é transitória:
o da consolidação de um polo referenciador e aglutinador das diversas comunidades em presença e que tenha como referência a Cidade, a relação supra-linguística, a recíproca interpretação cultural, num processo de plena abertura para com o Outro, tanto naquilo que o assemelha como naquilo que o distingue.

É na teia de relações e afectos que a Cidadania – enquanto também identidade – se pode consolidar na sua plenitude, permitindo então a aplicação plena da abordagem cultural na Cidade Criativa.

A questão da cidadania é-me particularmente cara pelo que comporta de implícito compromisso, e também porque Macau, integrado no segundo sistema tão inteligentemente concebido por Deng Xiao Ping, constitui parte integrante. Vislumbro aqui a formulação do segundo sistema como um acto de política eminentemente criativa, destinado como se sabe, a operar a progressiva transformação do interior pelo efeito de capilaridade de que a criação de zonas económicas especiais e de regiões administrativas especiais, todas situadas na orla marítima, são instrumentos fundamentais.

Se o figurino urbano de Macau mudou radicalmente desde a sua criação, a sua essência de cidade-estado mantém-se subjacente e inalterada, independentemente do seu estatuto político.

Em 1978 tive a oportunidade de poder escrever que Macau possuía a dimensão ideal para ser um laboratório por excelência, uma cidade de experimentação, afirmação que trazia subjacente o entendimento de que, para haver experimentação, teria de haver sobretudo permuta.

Hoje, mais de duas décadas passadas, pressinto quão importante é o retorno a esse tópico, num momento em que a cidade é governada pelas sua próprias gentes, onde a sua plenitude se tem de traduzir na integração igualitária e pragmática de todas as comunidades em presença, tanto mais que havendo a grandeza de não se negar a história, esta evidencia aquilo que por todo o mundo vai acontecendo inevitavelmente:
a cada vez maior proliferação de cidades multi-étnicas, para as quais as diásporas portuguesa, chinesa e macaense, cada qual na proporção possível, deram significativo contributo.

Contudo praticaria uma enorme injustiça se não reconhecesse a vitalidade criativa e pragmática da população desta Cidade deveras singular.

Para quem conheça Macau, fácil será constatar que já se encontram consolidadas zonas de comércio específico, como é o caso das antiguidades na Rua de Santo António, junto às ruínas de S. Paulo, ou a intensa fruição das zonas de lazer, praças e jardins por parte da população.

Muito do património está recuperado, destacando-se por exemplo a intensa utilização da Rua das Felicidades, ainda que pudesse ter como destino uma ocupação mais intensa e consentânea com a sua história de exclusivo local de comidas e lazeres.

Novas zonas de lazer foram iniciadas por gente imaginativa e logo a elas se juntaram novos investidores. Refiro-me à zona de restaurantes existente bem perto daqui, além da zona de bares à beira-rio que ficou conhecida pelas docas de Macau, sem esquecer o importante papel do Município de Macau na interpretação da necessidade de alojar o único Clube de Jazz, enquanto o Município das Ilhas tem acarinhado não só a proliferação de locais de lazer como assegurado a ilha de Coloane enquanto reserva ecológica e destino lúdico por excelência.


 

 

 

 

 


O Jardim de Lou Lim Iôk, notável exemplar de jardim chinês é cenário de amadores de ópera que diariamente se reunem para cantar à sombra da abundante vegetação.

Por esta breve amostragem se pode ver que Macau não só existe em diversas dimensões lúdicas e culturais cuja diversidade importa potenciar, como também as sinergias são prontamente percebidas o que constitui de per si terreno mais que promissor.

Os benefícios da dimensão de Macau

Hoje em dia a pequenez física de uma cidade não constitui óbice ao seu desenvolvimento. Muito pelo contrário, potencia a rápida criação de uma rede organizacional ou, se se quiser, de um sistema.

Factualmente vejamos o seguinte:

- 150 Empresas respondem por 50 por cento do Mercado de Capitais de todas as empresas cotadas globalmente, num valor correspondente a 31 triliões de USD.
- Destas 150 Empresas, 49 por cento foram cotadas apenos nos últimos cinco anos.

É neste contexto que a dimensão física deixou de ter significado porque tudo se passa noutro nível, ou se quiserem, noutra dimensão.

Da generalização da Cidade Criativa para a particularização de Macau, direi que uma substantiva parte do desenvolvimento económico de Macau deve passar pela complementaridade decorrente de uma leitura criativa do primeiro sistema.

Macau possui todos os ingredientes e a dimensão óptima para se tornar num lugar de encontro de ideias, num grande Centro de Criatividade cuja proposta, em termos específicos, tive oportunidade de apresentar em 1995, apenas para constatar que no ano 2000 a Bennetton lançava a Fábrica de Ideias, o que veio reforçar a minha convicção.

A sua essência de mediação constitui uma mais valia criativa se atentarmos a que, integrado no segundo sistema chinês, detém a abertura mais que suficiente para o mundo, enquanto por outro lado confina com o primeiro sistema. Isto é, detém todas as vantagens para se assumir no patamar da pura criatividade e da intermediação.

Fundamentalmente as cidades terão de saber interpretar o seu destino e o modo como irão saber libertar as forças criativas em si encerradas. A capacidade de uma cidade reconhecer, libertar, alimentar, fortalecer e manter a sua criatividade será determinante para o seu destino num cenário de competição regional e global.

O Centro de Criatividade a que aludi, constituiria assim um instrumento importante de análise, de base de dados, ideias e informação, de criatividade específica, de identificação e avaliação de mais valias, de circulação de saberes, de formulação de estratégias, atendendo à posição privilegiada de Macau enquanto charneira entre dois mercados. O maior mercado do mundo e o resto do mundo.

Tenho-me perguntado frequentemente porque não foi esta dimensão e geografia mais cedo potenciada para o valor acrescentado.

Há muitos que procuram emular desenraizadamente produções que em Macau são genuínas, fruto da hibridação cultural e da vocação mediadora, dessa mais valia que é a cultura e a multi-cultura aplicada à criatividade.

Macau possui inúmeras mais valias desaproveitadas face à inexistência de uma metodologia capaz de detectar os intérpretes criativos de forma organizada e de os potenciar e potenciar-se nestes, numa relação criativa.

Não sendo o futuro estático, há que acabar de dotar a cidade de outros instrumentos complementares que permitam a mediação virtual. Estou a falar concretamente na implementação do comércio electrónico e dos seus decorrentes instrumentos de transacção. E na implementação da rede de comunicação entre serviços, instituições e público, antecipando ou activando o modelo do futuro.

Não é raro acontecer que a emergência de um instrumento tecnológico faça disparar uma revolução, sobretudo se atentarmos a que, pelo menos 40% do comércio de retalho mundial se faz por via electrónica.

Já a terminar, direi face ao cepticismo que possa existir, citando Nicolau Maquiavel:

aqueles que se opõem à mudança pela perda de benefícios que daí pode advir, são geralmente os primeiros a usufruír dos benefícios decorrentes da consolidação da nova ordem.

O exercício da política no seu sentido mais profundo, entrosado no conceito de cidadania activa, horizontal e dialogante, é a mais nobre causa a que o homem pode aspirar, porque uma Cidade Criativa é aquela que compreende e se integra na Harmonia da Ordem Universal, onde cada pessoa, cada cidadão, tem um valor incomensurável. Onde cada Equinócio anuncia o Solstício seguinte, numa permanente Renovação.

E finalizando citarei Confúcio:

Poderemos compreender tudo isto, mas se não apoiarmos com humanidade, fugirá por entre os nossos dedos.

Poderemos compreender e apoiar com humanidade, mas se não governarmos com verdade, não esperemos a gratidão do povo.

Poderemos compreender, apoiar com humanidade, governar com verdade, mas se não pusermos tudo em prática com todo o nosso empenho, de nada valerá o esforço.

2001

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