Xangai esteve exposta ao mundo ocidental, através das Legações Estrangeiras que, civilizadamente, incluíam nas áreas que tinham tomado para si, a proibição de entrada a cães e a chineses.
A China
em si, através da fabulosa Rota da Seda, viu o Ocidente demandá-la desde o período Han Ocidental, (206 AC - 24 DC), quando a seda já era um luxo muito procurado por Roma.
Este é um elemento importante a ter em conta para aqueles que estão menos expostos à História da Cina.
Contudo, este pequeno artigo debruça-se sobre a Xangai do ano 2006, com os seus 20 milhões de habitantes e uma limitada experiência minha na visita ao fantástico mundo da arte da China de hoje.

Tudo no mundo é relatvo, toda a realidade é uma espeficidade, de onde se devem retirar as devidas reflexões.
Xangai
é uma portentosa cidade de uma extraordinária limpeza, civismo, e em plena explosão económica que serve de montra ao que a China, no seu todo, será em muito pouco tempo.

Se Pequim é a capital política da China, Xangai é indubitavelmente a capital económica. Esta minha viagem incidiu sobretudo em Museus e no soberbo empresariado, culto e civilizado, que permite um liberalismo inteligente.

A corroborar o que disse, este restaurante italiano - apenas aparentemente de luxo - situa-se numa urbanização do lado de lá do rio, onde há seis anos apenas havia uma torre. A valorização das urbanizações fazem-se com a inclusão de pracetas com esplanadas, lojas, galerias de arte. Valoriza-se a zona conferindo-lhe valor acrescentado. Não se especula gratuitamente, sem fundamento.
Depois do excelente almoço tardio, fomos ao Zendai MoMA, uma galeria de arte moderna que terá um enormíssimo centro cultural com auto-financiamento, dentro de 2 anos. Patente, estava uma exposição dos mais talentosos artistas da nova vaga chinesa.

O director, Shen Qi Bin, formado em Hamburgo, recebeu-nos e à maneira tradicional, com fotografias das ofertas que trouxemos. De notar a espantosa pintura de mais de 4 metros de crítica política, impensável há 10 anos. As fotografias que se seguem mostram a visita à galeria.

A visita seguinte levou-nos ao Museu de Arte Contemporânea de Xangai, totalmente privado e financiado pelo senhor Samuel Kung, de Hong Kong, que investiu para cima de 200 milhões de Ren men bi, cerca de 20 milhões de Euros no Museu. O Museu incluí um bar com exposições de onde se frui uma belissima vista.

O senhor Kung à esquerda, recebendo o director do Museu de Arte de Macau e o Vice-Presidente do I.A.C.M. (actual Câmara de Macau) e a espantosa arquitectura contemporânea do Museu. O Guilherme não resistiu a fazer-se fotografar comigo junto de uma das obras de carácter lúdico do Museu, que tem uma galeria especial para arte-vídeo.

Um dos aspectos curiosos do Museu é o multinacionalismo dos assistentes. Um jovem chinês local, depois duas assistentes, uma de Singapura e um da Áustria, o habitual grupo fotográfico, e no belíssimo terraço, um fotógrafo alemão e o seu agente, que nos foi apresentado. A demanda do Ocidente continua.

O hotel em que ficámos, estava cheio, apesar da imensidão da oferta. E Xangai à noite é lindíssimo. As ruas estão iluminadas por centenas de anúncios enquanto a população se passeia pelas moderníssimas zonas comerciais.

A manhã seguinte ergeu-se tão esplendorosa como os edifícios contemporâneos que se situam no centro de Xangai.
As duas fotografias da esquerda mostram dois edifícios mais baixos, brancos, que são recintos culturais. Um é um centro cultural e outro um conjunto de auditórios. Uma outra vista segue-se com verdes tratadíssimos, e por fim o Museum de Xangai, que visitámos.

Exemplo típico da incorporação do círculo enquanto forma celeste na arquitectura oficial. O círculo significa o céu e simboliza o lugar do conhecimento. Muitas das estruturas tradicionais chinesas recorrem a este tipo do simbologia. Depois, uma fotografia da sala de caligrafia, belissimamente montada.

A sala dos jades, alguns antiquíssimos, está toda obscurecida para realçar as peças. À boa maneira chinesa, uma fotografia do grupo com o director e funcionários superiores do Museu de Xangai. Por fim, um artista de Xangai que viveu em Macau vários anos, jantanto connosco num popular restaurante tradicional. Para os chineses a gratidão e o ritual são de extraordinária importância.
No dia seguinte viajaríamos para Hangzhou.

       

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