|
3
Artistas na Cidade
Exposição no
Centro Cultural de Macau por altura do Encontro da UCCLA Julho de 2001
... ?
neste ponto que a macrofocagem vai centrar-se nos objectos, inanimados,
criados ao nosso serviço, presenças que organizam o nosso espaço
próximo, sem os quais estaríamos sempre ?beira desoladora dos
desertos.
De nome próprio, móveis, isto ? predispostos a serem mudados
de lugar, ?viagem.
Cadeiras, mesas, consolas, contadores - adereços omnipresentes nos
nossos cenários íntimos quotidianos - estes móveis/esculturas de
António Conceição Júnior são, semelhantemente, uma glorificação
do comum. Os móveis/esculturas de António Conceição Júnior
são revisitações inspiradas em modelos, díspares mas comuns, do
imaginário decorativo extremo-oriental, bebido sobretudo em três
fontes - a chinesa a japonesa e a indiana, as três repassadas de
fundamental referência lusíada.
Habituou-nos António Conceição Júnior a esta conjugação de
referências, que sempre transmite e resolve nas suas criações, na
vestuária e na costura como noutras linguagens que experimenta. Ser?
desde esta óptica, o raro artista macaense inteiramente oriental, neste
sentido de que sempre convoca as tradições e estéticas de Japão e
Índia ?conjugação com as portuguesa e chinesa de Macau. Por isso
ela ?latitudinariamente macaense, sorvendo em profundidade as mais
remotas presenças extremo-orientais que confluíram ?génese da
identidade macaense, stictu sensu entendida...
Luís S?
Cunha
Introdução ?
Exposição Urbanalidades |