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para o cidadão comum, uma espada é sempre olhada com enorme
receio, desconfiança ou preconceito, ainda que em cada casa
existam facas de cozinha de todo o tipo.
tal deve-se ao desconhecimento ou esquecimento da simbologia da
espada, desde a que acompanha a
estátua da justiça,
passando pela de
dâmocles,
e pela lenda arturiana da
excalibur.
para o japão, a espada é um dos três tesouros sagrados que
presidem ao panteão do seu nascimento enquanto país.
para o tōsho,
o alfageme que executa a espada, é um processo alquímico para a
sua própria evolução espiritual, visto que lida com elementos
vitais como o metal, o fogo, a água, a terra e o ar. |
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hoje a espada tem um significado cada vez mais simbólico.
entrosa sempre o paradoxo da sua não utilização.
o iaido
é o sucedâneo do
iaijitsu. em
japonês o sufixo
do
tem uma conotação mais espiritual enquanto o sufixo
jitsu
tem uma conotação bélica.
ao conceber e desenhar
katsujin-ken,
a espada que
dá vida,
configurei como uma espada de luz, forjada e laminada.
ela consubstancia no aço, na prata e na laca, a luminosidade e o
brilho de uma
espada de luz.
ter espadas exige maturidade e compreensão da via da espada.
que quer dizer
katsujin-ken,
esse paradoxo da espada que dá vida? |
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aparentemente constitui um paradoxo tal como ouvir o som de
palmas batidas com uma só mão. os japoneses chamam a estes
enigmas destinados a cultivar a mente de
koan.
contudo, se meditarmos um pouco, o poder potencialmente
devastador de uma espada afiadíssima pode constituír um ponto de
partida para a construção do espírito, do carácter, da
integração do corpo e do espírito.
o iaido
é uma disciplina que se pratica singularmente, sem parceiro ou
opositor. é um conjunto de movimentos organizados cuja
repetição, à semelhança dos sutra budistas permitem outro modo
de meditação.
o aiki-batto,
por seu lado é o desenvolvimento do uso da espada em
aikido.
em ambos os casos a espada é um instrumento de aperfeiçoamento
físico-espiritual.
ela dá vida porque
nunca
será desembainhada contra alguém. o
guerreiro de luz
não usa a
espada para combater. usa a
compaixão
e o amor. |
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o mestre da
cerimónia do chá
e o espírito de
katsujin-ken. |
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no século XVII um
senhor feudal deslocou-se da sua região para kyoto. entre os
seus vassalos vinha um mestre de
cha-dô,
ou cha-no-yu,
a cerimónia do chá de inspiração zen.
passeando pelas ruas dias depois da chegada, a bainha da sua
espada raspou na bainha da espada de outro samurai, o que na
altura era considerado insulto com direito a duelo. o samurai
virou-se para o mestre da cerimónia do chá,
cha-dô e, como era esperado,
insultou-o e desafiou-o para um duelo no dia seguinte, junto a
um templo.

aflito, o mestre do chá que usava obrigatoriamente espada porque
assim o requeria a sua condição de membro da casta dos samurai,
sem saber fazer uso do sabre, e tendo em conta que não podia desonrar
a casa que servia, correu a cidade em busca de uma escola que o
ensinasse a usar uma espada. após várias recusas e risos, entrou
num dojo onde o mestre ouviu o seu problema. disse-lhe que era
muito tarde para ele aprender, mas se era mestre de
cha-dô , saberia sem dúvida esvaziar a sua mente e concentrar-se.
este respondeu que sim.
recomendou-lhe então o mestre de esgrima que quando se
encontrasse perante o outro se concentrasse mentalmente como se
estivesse a realizar a cerimónia do chá.
no dia seguinte, após ter-se lavado e penteado cuidadosamente
para morrer com dignidade, o preocupado mestre do chá dirigiu-se
à hora aprazada para o local do duelo. à vista do templo, foi
reunindo os seus pensamentos, concentrou-se esvaziando a mente
e, seguindo o conselho da véspera, começou mentalmente a rever o
ritual da cerimónia do chá, e com a mente acalmada, saudou o seu
opositor que, após as formalidades, desembainhou a espada. o
mestre do chá manteve-se imperturbável, quieto, o olhar
trespassando o adversário, olhando o infinito para além do corpo
deste. a tensão aumentava consideravelmente e o estado do mestre
do chá era de total impassibilidade. o outro, vendo tal postura,
apercebeu-se de que estava perante uma força interior tão forte
que intuiu que no momento em que se movesse para atacar estaria
morto. rapidamente pediu desculpas pelo exagero de um mero
incidente e desapareceu correndo.
assim se explica
katsujin-ken. |
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esta fotografia exemplifica à saciedade a essência da estética
nipónica, fortemente influenciada pela visão zen.
a harmonia busca-se em todos os aspectos do quotidiano.
cada recanto é uma composição perfeita. |
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ô sensei |
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a arte da paz |
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shingen |
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takeda shingen |
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aikido |
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aikido 1 |
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ken
dori |
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katsujin-ken |
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glossário aikido |
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25 anos design |
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