MODA · QUE CONCEITO

Para mim a moda não é a efemeridade sasonal em permanentemente contradição.
A isso chamo mercantilismo, ditadura do consumo, erradicação do gosto individual. Moda não é a auto-fagia dos arquétipos, mas antes o exercicio da opção e legado cultural que se chama gosto.  É a busca da intemporalidade  que em mim decorre da multi-etnicidade como referência.
Torna-se fundamental que a autenticidade no modo como a história se desenrola seja entendida de um ponto de vista humanitário,humanista, criativo e estético.
Ou então é indústria, e essa faz-se de maturidade empresarial a haver, porquanto o acto de vestir mantém-se investido das mesmas funç
ões denotativas do género, entre outras...

   

 

Veneziano o tecido, amplas as vestes.
Evocam do Ganges a côr.
Como serão poisadas?
De que mel lhes vem o odôr?

 

 

Há na pobreza e destituição uma tão grande dignidade que inevitavelmente aproxima os homens do divino.
Porque cont
ém a essencialidade.
 

 

 

         
 
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   © António Conceição Júnior 1998